O câncer de colo do útero é um câncer decorrente no qual as células do colo do útero se tornam anormais e começam a crescer descontroladamente, formando tumores.
Aproximadamente 90% dos casos de câncer de colo do útero são atribuídas à infecção pelo papilomavírus humano (HPV). Apenas certos tipos de HPV causam, de fato, o câncer.
Em termos técnicos, o tipo 16 é a forma mais comum de HPV relacionado ao câncer e em NIC 2 e NIC 3 e o HPV-18 é mais específico que o HPV-16 para tumores invasivos.
Na maioria das mulheres, a infecção desaparece em 9 a 15 meses. Qualquer fator que influencie a integração do DNA do HPV no genoma humano pode causar progressão para doença invasiva. Saiba mais sobre o assunto.

 

Afinal, quem pode ter o câncer de colo do útero?

Os dois tipos histológicos principais de câncer de colo do útero são o adenocarcinoma e o carcinoma de células escamosas.
– Destes, 99% de mulheres apresentam carcinoma cervical escamoso causado por infecção pelo vírus do papiloma humano (HPV).
– O risco de desenvolver câncer de colo uterino está associado à idade precoce da primeira relação sexual, múltiplos parceiros sexuais, tabagismo e infecção por HPV, além do uso de anticoncepcional oral por um período mais longo.
– Além disso, uma mulher que tem relações sexuais com um parceiro masculino que, por sua vez, teve relações sexuais com várias mulheres também confere um risco significativo ao desenvolvimento do câncer de colo do útero.
A maioria dos casos está associada a um risco aumentado de adquirir ou ter resposta imune comprometida inadequada à infecção pelo HPV, o agente etiológico da maioria dos cânceres do colo do útero
– Uma doença não transmissível como o câncer de colo do útero cria efeitos devastadores nos países em desenvolvimento.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a união internacional contra o câncer, 24,6 milhões de pessoas vivem com câncer em todo o mundo.
Em 2002 e 2008, o câncer foi responsável pela morte de 7,6 milhões de pessoas.
Globalmente, o câncer é a quinta e a segunda neoplasia mais frequente em homens e mulheres, respectivamente. No total, 715.000 novos casos de câncer e 542.000 mortes por câncer foram estimados na África.
Estimativas femininas de câncer de colo do útero
Aproximadamente meio milhão de mulheres desenvolvem câncer do colo do útero a cada ano, com uma estimativa de 85% em países em desenvolvimento.
– O câncer de colo do útero é o câncer mais comum entre as mulheres da África subsaariana, após o câncer de mama no norte da África.
– Na África do Sul, o câncer de colo do útero é o câncer mais comum em mulheres negras e um quarto em mulheres brancas.
– Entre as mulheres nos países em desenvolvimento, aquelas que apareceram com doença avançada continuam a ser uma das principais causas de mortalidade.
Uma redução considerável na incidência e mortes por câncer do colo do útero foi alcançada em países desenvolvidos com programas sistemáticos de rastreamento citológico. Assim, é amplamente evitável por programas de rastreamento eficazes.
Geralmente, as tendências mundiais mostram que os países em desenvolvimento passam por rápidas mudanças sociais e econômicas.
A mudança para o estilo de vida dos países industrializados leva a um aumento do número de cânceres associados a fatores de risco reprodutivos, dietéticos e hormonais.
Em 2013, a OMS lançou o Plano de Ação Global para a Prevenção e Controle de Doenças Não Transmissíveis entre 2013-2030.
Seu objetivo é reduzir a mortalidade prematura por câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias crônicas em 25%.
A prevenção do câncer de colo do útero é extremamente possível no Brasil, uma vez que há um suporte intenso de vacinação contra HPV, campanhas antitabagismo e que apoiam o uso de preservativos e variadas opções de controle de gravidez.
Além disso, o Papanicolau é um exame oferecido por todo o país, sendo ideal investir em um local seguro e confiável para fazer o seu exame.
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Câncer de colo do útero em mulheres de países desenvolvidos

O câncer do colo do útero também é uma das causas mais comuns de câncer entre as mulheres nos países desenvolvidos.
– A mortalidade por câncer do colo do útero é também um indicador de saúde, já que 85% de todas as mortes por câncer do colo do útero estão em países em desenvolvimento, de baixa e média renda.
Porém, sua presença em países desenvolvidos também mostra a importância da conscientização necessária do corpo feminino e dos cuidados a serem tomados com a região reprodutiva.
– De acordo com o relatório da OMS, feito globalmente em 2015, a incidência de câncer do colo do útero foi de 7,9%, a mortalidade foi de 7,5% e a prevalência de cinco anos foi de 9%.
– No fim, o câncer de colo do útero é o câncer mais comum que afeta órgãos reprodutivos e a principal causa de morte entre as mulheres.
É um dos cânceres registrados com tendências crescentes de incidência nos EUA: (1999-2008).
Embora o câncer do colo do útero seja mais comum em mulheres com mais de 50 anos, em países em desenvolvimento, ele está se tornando cada vez mais prevalente entre mulheres durante a idade reprodutiva entre 15 e 49 anos.
Saiba mais sobre os grupos de risco de câncer de colo do útero
Considerando o padrão crescente da doença e a alta prevalência de fatores de risco, a necessidade de um programa de prevenção do câncer do colo do útero é crucial.
– Para estabelecer e melhorar qualquer programa e estratégia, é importante entender a prevalência e os fatores de risco associados ao câncer do colo do útero.
– A informação relacionada com o câncer de colo do útero, como o conhecimento da doença e a atitude e a prática relativamente ao rastreio tem aumentado ao longo dos anos, mas muitas mulheres ainda passam longos períodos sem fazer seus exames de rotina.
– A identificação dos fatores associados ao câncer do colo do útero ajudará o Ministério da Saúde no desenvolvimento de uma estratégia de promoção da saúde e prevenção do câncer de colo do útero para mitigar a prevalência e a letalidade do caso.
Informações finais sobre fatores de risco
A maioria das mulheres que desenvolvem câncer do colo do útero tendem a ter um ou mais fatores identificáveis ​​que aumentam o risco para a doença.
É incomum, mas não impossível, que as mulheres desenvolvam câncer do colo do útero sem nenhum fator de risco aparente.
Alguns fatores de risco podem ser alterados (como fumar e dieta), enquanto outros não podem ser alterados (como idade e raça). Entenda mais com o resumo de fatores de risco abaixo:
– Idade: A maioria dos casos de câncer do colo do útero é encontrado em mulheres com menos de 50 anos.
No entanto, o risco não desaparece com a idade. Quase 20% das mulheres com câncer de colo de útero são diagnosticadas quando têm mais de 65 anos.
– Raça: A American Cancer Society estima que as mulheres afro-americanas são duas vezes mais propensas a morrer de câncer do colo do útero do que a média nacional dos EUA.
Hispânicas e índias americanas também têm taxas de mortalidade acima da média do câncer do colo do útero.
Os pesquisadores acreditam que esses grupos populacionais, assim como as mulheres com baixo status econômico, são menos propensos a receber exames de Papanicolau.
– História sexual: As mulheres que se tornam sexualmente ativas em idade precoce (antes dos 16 anos) têm um risco maior que a média de desenvolver câncer do colo do útero.
Além disso, as mulheres que tiveram múltiplos parceiros sexuais também estão em maior risco de câncer do colo do útero.
Isso ocorre porque essas mulheres estão em maior risco de contrair o papilomavírus humano (HPV), que não pode ser evitado usando preservativos ou outros métodos de controle de natalidade.
– HPV: Certas cepas do papilomavírus humano (HPV) aumentam o risco de câncer de colo de útero.
O HPV é uma doença sexualmente transmissível comum que afeta homens e mulheres.
Existem mais de 80 tipos diferentes de HPV e a maioria não apresenta riscos para a saúde.
No entanto, algumas cepas de HPV podem causar alterações celulares que podem levar ao câncer de colo de útero em mulheres.
– Tabagismo: O tabagismo pode estar associado a um risco aumentado de câncer do colo do útero, bem como a outros tipos de câncer (como o de pulmão).
Os médicos descobriram subprodutos do tabaco no muco cervical de mulheres que fumam e acreditam que esses subprodutos danificam o DNA das células cervicais, aumentando o risco de câncer de colo de útero.
As fumantes são duas vezes mais propensas a desenvolver câncer do colo do útero do que as não-fumantes.
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